quarta-feira, 25 de junho de 2008

Passividade



Se preciso for finja, me amar, me querer, me olhar...
Se for preciso cante, para esquecer, para querer, para não chorar...
Se precisar ame, queira, cante, chore...
Se preciso for, diga que não quer, que não ama, que não chora
Se for preciso, deixe de lado as canções, os amores, os navios...
Se precisar, navegue, chore, escreva, fale...
Cale.




Richard Goulart

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mariana...



Seu sorriso não me engana, lindos olhos Mariana...
Os teus olhos bagunçam minha semana, Mariana...
Menina sapeca, moleca, corre-corre, pega-pega, se esconde...
Quando volta a ser criança em sua pura fantasia, reclama ter crescido, reclama ser gente grande...
Seu sorriso não me engana, lindos olhos Mariana...
Não se vá, espera um pouco esquece a vida...
Sobe desce, anda logo, não é hora... eu espero pode ser,
Mariana, mariana... Mar, ana, Mari- ama...
Ama,
Mariana...



Richard Goulart

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O Anticabaré da Cia


O ANTI CABARÉ DA CIA, espetáculo: "Vencedor do prêmio de melhor espetáculo e melhor cenário no Festival Veiga de Almeida 2005.

- Vencedor do prêmio de melhor cenário da segunda mostra universitaria da sexta edição do riocenacontemporânea.


"O Anti Cabaré é pantomima cômica, de mal gosto e tagarela.O espetáculo foi criado através de Improvisos e todo texto da peça saiu da sala de ensaio. A inspiração inicial do trabalho foi o estudo conceitual do Grotesco e a obra de Rabelais, "Gargântua e Pantagruel". Composto por diversos Quadros o espetáculo acontece durante o ensaio de uma cia de teatro. É um bando de atores que está diante de nós e que têm de cumprir sua função de ator: fazer coisas.


+ PEÇA: O ANTI CABARÉ DA CIA.DURAÇÃO: 90 min.


+ ELENCO:

- Fabiana Fontana, Helen Miranda, Janaína Russeff , Lara Magnelli, Luciana Zule, Luiza Brettas, Renato Marques, Richard Goulart e Zé Auro Travassos.


Em Cartaz no: Teatro Miguel Falabella, "Norte Shopping - Zona Norte (RJ)

- Terças e Quartas de 11 a 25 de Junho as 20:00 Hs.

Olhos



Os Palhágicos são místicos e românticos, acreditam em amor a primeira vista, amores platônicos, na simplicidade dos versos. Os Palhágicos sabem descobrir cartas, e muitas vezes pensamentos, eles acreditam no brilho do olhar. Mas e quando os olhos não se encontraram ? Neste caso eles fantasiam, sonham, viajam na imaginação fértil da magia e então eles se camuflam nos Ases do baralho, tomando a forma dos coringas... Assim eles podem ser que quiserem. O Três de Copas significa a revelação do si mesmo “Assumir um personagem que ficou reprimido - Realização dos sonhos - Descoberta de dons”. Os Palhágico tem o dom de transformar a tristeza em alegria...
O Três de Copas representa um momento onde esta aflorando uma nova parte do nosso ser. Anseios, dons que estavam desapercebidos ou sem espaço para desenvolver. É um momento de assumir Culpas, o que permite perceber o que se quer e com isso movimentar-se para obter. Sempre temos sonhos, necessidades que ocultamos dentro de nós, E os Palhágicos assumem o papel do mestre de cerimonias quando chega o momento de não esconder de nós mesmos estas sonhos .
Mas na grande verdade está introdução só serve pra fazer charme... não é sobre coisas misticas que quero escrever, nem sobre amores platônicos... mas é calhou da carta escolhida falar sobre realizações de amores platônicos... Enfim, Os olhos sempre falam mais doque cartas, palavras ditas ao telefone, poesias postadas em blogs, do que sonhos. Os olhos são crueis, eles falam e só dizem a verdade. Não importa se são olhos de crianças, jovens professoras ou de atores profissionais. Os olhos não fingem, no fundo, bem no fundo... os olhos de quem mente não tem brilho, não tem vida...
Mas o que fazer quando os olhos não se cruzaram? O que fazer quando nunca puderam concluir se há ou não brilho?
Então me diga, qual a cor dos teus olhos, dos teu sonhos, dos teus desejos...
Me diga qual do seu doce preferido, para que eu descubra o sabor do teu beijo...
Me fale sobre seu cantor preferido, para que eu adivinhe a trilha sonora de sua vida...
Me dê a oportunidade de saber sobre os filmes que assiste e as coisas que gosta, para que eu tente sonhar as mesmas coisas que sonhas...
Os Palhágicos são místicos e românticos, acreditam em amor a primeira vista, amores platônicos, na simplicidade dos versos. Os Palhágicos sabem descobrir cartas, e muitas vezes pensamentos... pensamentos, mentira... só os olhos revelam pensamentos.
Richard Goulart

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Acreditei,



Acreditei,
Em suas flores...
Acreditei em suas cartas, em seus bombons...
Acreditei em suas juras de amor, nos sonhos sonhados para nós dois, nos beijos...
Acreditei de forma louca, desmesurada e livre de dogmas. Sonhei com um mundo novo, me desiludi, pus fim em nossa história e acreditei em minha culpa... Minha culpa, procurei formas de desacreditar e desacreditei...
Desacreditei em suas flores, em suas cartas, em seus bombons e em suas juras. Procurei, vasculhei e revirei sua vida... Busquei formas mil de culpar-te pelo fim...
Acreditei,
Em suas flores...
Acreditei em suas cartas, em seus bombons...
Acreditei em suas juras de amor, nos sonhos sonhados para nós dois, nos beijos...
Acreditei de forma louca, de forma louca e não achei sequer uma forma de dizer o quanto amei ter acreditado em tudo e o quanto amei desacreditar.
Escrevo para dizer que fui a ti fiel e ainda mais a mim, que não trai a meus sentimentos, que não olhei para os lados enquanto acreditei...
Escrevo para dizer que não a culpo por não acreditar, por olhar para os lados, por trair meus sentimentos e me culpar por tudo...
Escrevo para dizer que acreditei,


Richard Goulart

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O Mundo é Um Moinho


Ainda é cedo amor, Mal começaste a conhecer a vida.

Já anuncias a hora da partida, Sem saber mesmo o rumo que iras tomar; Preste atenção querida! Embora eu saiba que estás resolvida, Em cada esquina cai um pouco tua vida, Em pouco tempo não serás mais o que és.

Ouça-me bem amor, Preste atenção o mundo é um moinho: Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos.

Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção, querida. Em cada amor tu herdarás só o cinismo, Quando notares estás à beira do abismo.

Abismo que cavastes com teus pés.



Cartola


Obs: Vou usar palavras de Cartola para meu OBS.


Nada consigo fazer quando a saudade aperta, Foge-me a inspiração sinto a alma deserta.

Um vazio se faz em meu peito, e de fato eu sinto em meu peito um vazio me faltando as tuas carícias.

As noites são longas e eu sinto mais frio.

Procuro afogar no álcool a tua lembrança, mas noto que é ridícula a minha vingança.

Vou seguir os conselhos de amigos e garanto que não beberei nunca mais...

E com o tempo,Essa imensa saudade que sinto...

Se esvai.


(Peito Vazio - Cartola)

Acontece


Esquece o nosso amor, vê se esquece....

Porque tudo no mundo acontece...

E acontece que eu já não sei mais amar...

Vai chorar, vai sofrer, e você não merece,Mas isso acontece.

Acontece que o meu coração ficou frio.

E o nosso ninho de amor está vazio.

Se eu ainda pudesse fingir que te amo, Ah, se eu pudesse...

Mas não quero, não devo fazê-lo,Isso não acontece.



Carlola


OBS: Não é de costume colocar poesias de outros autores em meu Blog, mas Cartola fala por todos!!

Minha História...




Acreditamos em coisas, em pessoas, em histórias...
Acreditamos em lendas, em Deus, em religiões...
Acreditamos em justiça, em livre arbítrio, em lugares...
Acreditamos na felicidade eterna.
Acreditamos em Papai noel, bicho papão, um novo começo...
Acreditamos...
Acreditamos em vida após a morte, em carruagem, em fadas madrinhas...
Acreditamos o tempo todo.
Todo conto de fadas começa com: Era uma vez...
Era uma vez um tempo em que se podia acreditar, em que se podia dar asas a imaginação sem medo de ser feliz. Sem rótolos a produtos desconhecidos e ainda assim beber do vidro inteiro, sem se importar com efeitos colaterais. Era o tempo da inocência, as bundas mostradas eram simplesmente bumbuns e as danças sensuais eram apenas danças festivas, acreditamos que este tempo não acabaria...
Era uma vez um lugar onde eramos felizes sem explicações, sem rodeios, sem desconfianças, onde eramos amigos e ponto. Um lugar onde eramos felizes sem preconceitos e comparações... Acreditávamos no outro.
Não Acreditávamos em lagrimas, em maldade, em tristeza, em inveja...
Não Acreditávamos em discriminação racial, violência, em injustiça. Estas eram apenas palavras de contos sombrios, contos que apenas liamos para saber como seria um mundo diferente do nosso.
Era uma vez, uma tristeza que se acaba... pois os velhos tempos estão de volta e assim voltamos a acreditar, e nossas histórias deixam de lado o era uma vez e passam a iniciar com a palavra: Existe... (que põe no presente o que antes era passado)
E o inicio da minha história é assim...
Existe em um reino bem pertinho daqui, uma linda menina que acredita em um mundo melhor... Ela é a melhor amiga de um palhaço que acredita na felicidade e assim os dois....
Acreditamos...


Richard Goulart

quarta-feira, 4 de junho de 2008

S.O.S



Preciso te contar um segredo sobre os palhágicos; quero dizer palhaços...
Não, não é nada disso! Quero falar de mim... Aliais, quem sou eu? Hummm... assim vai ser realmente difícil, então farei da minha forma:

- 1º Parte
Palhaços sentem, sonham, choram...
Palhaços pedem, encantam, riem...
Palhaços mentem, brincam, brilham...
Palhaços precisam ser ouvidos, senão eles morrem.
Pulando de galho em galho vai o palhaço, coração acelerado palpitando e descompassado...
Pulando de galho em galho vai em agonia pedir em em prece que te escutem, que lhe-dêem crédito. Chora o pobre palhaço que por tantas vezes pediu socorro em vão e sendo atendido gozou de quem o socorrera e agora.

Sonha pobre criança que em noites de frio pede colo, sonha...
Chora pobre palhaço que em falta de lona, faz da vida um grande circo, chora...

Palhaços sentem, sonham, choram...
Palhaços pedem, encantam, riem...
Palhaços mentem, brincam, brilham...
Palhaços precisam ser ouvidos, senão eles morrem.

A vida de um representante da alegria não tem nada de mágico fora de um picadeiro, os olhos o que o miram pedem piadas. Ninguém acredita nas lagrimas do comediante, Ninguém quer ver o palhaço recitar poesias, falar de amor, de vida e de morte. Olhos o que o miram pedem piadas, mesmo que por muitas das vezes elas não tenham a menor graça. Mesmo que por muita das vezes elas representem a dor do Arlequino em busca da atenção de sua Colombina.
Olhos o que o miram pedem piadas...

Pulando de galho em galho vai o palhaço, coração acelerado palpitando e descompassado...
Pulando de galho em galho, ele busca o calor nos beijos frios. Beijos que representam a falta de um beijo, que já não é seu...

Olhos que brilham, menina que encanta como uma Fada, beijos roubados flores...


Palhaços precisam ser ouvidos (lidos), senão eles morrem.