segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

“Tem uma fada em meu jardim...”



O sol nem bem tinha acordado, e o som repetido daquele objeto de comunicação me tirara o sono. A tarde já bem próxima me traria uma surpresa...
“Tem uma fada em meu jardim...” - gritei aos quatro ventos.
A surpresa veio a companhada do cheiro do passado, um passado não tão distante, um passado não tão presente...
“Tem uma fada em meu jardim...” - gritei aos ventos.
Um encontro foi destruído, o tempo foi dissipado... Mais uma tarde... surpresas...
“Tem uma fada em meu jardim...” - gritei.
E veio me ver, e veio ver...
E veio sorrir, e veio rir...
E veio sonhar, sonhar...
Mal caia a noite e as mensagens, carinhas, beijinhos...
E nem bem o sol surgia, fui lá fora ver... Sim!
“Tem uma fada em meu jardim...” - gritei para todo o bosque ouvir.
Richard Goulart

Ampulheta



Quanto tempo ainda falta para parar tudo?
Quantos beijos ainda faltam para esquecer os beijo anteriormente recebido?
Quantas noites restam para o fim deste período?
Voando entre castelos, entre bosques e fadas.
Voando entre beijos, até o fim da jornada.
Flutuando e e sorrindo, a cada trecho da estrada.
Cada abraço, cada olhar, cada toque... o beijo!
....
Tire de mim: o ar, o tempo, o vento, o mar...
Tire de mim: o passado, o presente, o futuro...
Tire de mim: a vida, a água, a morte..
Tire de mim: o luto, a cor, o som...
Tire de mim: a luz, a cheiro, o reveillon...
....
Quanto tempo ainda falta para parar tudo?
o ar, o tempo, o vento, o mar...
Quantas noites restam para o fim deste período?
o passado, o presente, o futuro...
Quanto tempo ainda falta para parar tudo?
a vida, a água, a morte..
Quantas noites restam para o fim deste período?
o luto, a cor, o som...
Quanto tempo ainda falta para parar tudo?
a luz, a cheiro, o reveillon...
....
Tire de mim!!!
o ar, o passado, a vida, o luto, o reveillon...
Richard Goulart

domingo, 28 de outubro de 2007

Quem te alegra?



Quem te alegra?
Canta cara branca, canta...
Cai, levanta, cambotinha e tropeção. O mundo é seu, desde o céu até o chão!
Começa o grande espetáculo, gira em pirueta, gira.
O povo delira, grita, pula, o povo quer rir, pagaram por isso!
Quem te alegra, cara branca? Quem te alegra?
Qual o teu nome? Jujuba, assovio, algodão doce, ponta pé?
Qual o teu nome? Multidão, Solidão, Paixão?
Levanta molenga! Cara branca não chora, não ama, não tem mãe doente...
Quem te alegra?
Acorda! O publico tá lá fora, quer entrar...
Pode chorar pra eles, eles gostam! Chore, caia, machuque-se! Eles querem te ver se dar mal.
Levanta daí, acorda, não sonha...
Quem te alegra?


Richard Goulart

sábado, 27 de outubro de 2007

!!!...;.,



Você tem olhos que a lua tem medo de olhar, um sorriso capaz de apagar estrelas, transformar noite em dia...



E eu ?

Um pobre e tolo Palhágico.

Sobre "Tato"



Falo de um amor espiritual, que não deixa de lado a carne, não despensa o toque e os beijos... É meu grito de afeto, um pedido de amor, uma jura, um desabafo...O que todo mundo quer ouvir.
As pessoas, falam de formas: Seios, bunda, barrigas saradas, olhos...
Isto é paixão, que traz desencanto, que acaba com o tempo, se vai com a queda dos seios, a avantajar da barrida e o surgimento das crateras “celuliticas bumdianas”. O amor é muito mais, mais que sexo, mais que beijo. Muito mais! Amor é olhar e olhos; Falar, boca e beijo; Tocar, sentir, abraçar, estar longe, entregar-se, mesmo sem doar-se por completo, é deixar um pouco pra você...
É amar e se amar...
É olhar e se olhar...
É tocar e tocar-se...
Amor é via de mão dupla, mas ninguém é dono de ninguém. Ninguém precisa se ver o tempo todo, Mora junto, sair junto o tempo todo... "Só se os dois quiserem"
Amor, é um sentimento puro, completo! Amar significa ouvir, permitir, entregar-se sem pudor, e respeitar seus próprios limites.
Livre de dogmas...
livre de formas...
livre de formulas...
Amor simples, você ama e pronto!
Quem ama, não pede em troca...
Não cobra do outro, não briga atoa...
Richard Goulart

OBS: Se eu acredito nesse amor? O eterno amor...
Sou um poeta...O poeta vive do amor, do brilho nos olhos, das histórias, da vida eterna... e de prazeres... Porque ninguém é de ferro!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Você me ama?



Responda olhando no espelho, olhando nos seus olhos...
Responda durante o banho, lavando louça, varrendo a casa...
Se me ama, tire um dia para dormir até tarde, para ler poesias, cantar baixinho...
Se me ama, viaje, sonhe, me esqueça por uma hora, olhe o mar, conte estrelas, respire fundo, acredite na vida, em Deus, no seu potencial...
Responda me olhando nos olhos...
Você me ama?
Responda, me faça sorrir ou chorar...
Responda, me faça cantar ou calar....
Responda,
Se me ama, grite aos quatro ventos
Se me ama escreva um bilhete, deixe na porta, escreva com batom no espelho...
Me ama ?
Meus olhos buscam...
Respostas,
olhares,
vida,
ola,
um
oi
Me ama?
Se um dia passar por minha casa, sem a resposta. Me chame!
Se um dia tiver a resposta, não chame....
Ame!
Richard Goulart
Obs. Palhaços tambem amam, já amou um palhaço?
* Procure um circo,

Vida...

E quem foi que disse que era facil?

Poesia para morrer...


Uma beleza de palavras rudes, de gestos ásperos e carinhos tristes.
Relógio corre mas o dia é lento,
Palavras doces em sorrisos foscos.
O dia corre por relógios lentos.
Abraços de energia pouca, beijo quente que procura a boca.
Boca fria já não quer beijar...
Soluços forte que inundam os olhos, gotas amargar que me riscam o rosto.
Um brilho ouro, que me prende a ti. Uma palavra solta não se prende a mim.
Chuva salina, molha o pano, a espuma. Espumas dançam , flutuam...
Vento triste por onde passar, paisagem, enxerga, imagem, sonho... Sonho!
Pesado lote amarrado a mim, pesado lote a salvar da morte, pesado lote, amado e calmo...
Por onde andará o sol de minh'alma ? Por onde andará o olhar de meus olhos?
A tristeza, é como o tempo que qira buscando o alívio, como o sol que ilumina o dia do castigo para mais tarde emprestar seu brilho a lua, que por sua vez clareia molhadas pálpebras a beira mar.
Hoje só pequenas partículas, ontem me pús a dançar.
Hoje sou puro lamento, mas também á soube festejar.
Ao longe a pedra tecnológica nos põe em contato, ao perto nos deixa mudos. Ao longe somos estrelas, ao perto somos inúteis.
Sonhar depois sonho...
Amar seria útil ?
E a morte?
Antes da morte me dê seus lábios, antes dos lábios me mande flores, antes das flores recite versos, antes dos versos cante baixinho, faça denguinho, mire meus olhos, me diga a verdade!
Antes da morte poste mensagens, abra seus olhos, se doe a mim, grite, corra, jure amor eterno...
Depois da morte; não chore e adeus.


Richard Goulart

sábado, 20 de outubro de 2007

Meu Moleque,


Pé no chão, corre moleque, corre!
Skate na mão, corre!
Lança a bola, na sexta não erra...
Corre moleque, corre...
Pé no chão, solta pipa, olha a rua...
Pé no chão, tênis de marca? Pé no chão!
Corre moleque, corre...
Pedala, pelada, pula moleque, pula!
Pé no chão...
Estuda, não brinca...
Corre moleque, corre...
Cuida tua irmã, não deixa gavião “pegar”...
Corre moleque, a infância é curta, brinca!
Pé no chão...
Pião...
Pipa...
Lança essa bola, corre...


Richard Goulart

Pintinha,


Menina virou mulher,Casou!
De menina a mãe em segundos. O tempo passou...
Sinto falta do colo de minha mãe, do abraço de meu pai, das histórias de Zezé, das broncas de Léa.
Sinto falta para correr em Arthur Neiva, para brincar de cabaninha, pique pega, subir em árvore...
Sinto falta de nossas brigas, de nossas brincadeiras, de nossa infância...
Mulher, de sonhos, de devaneios...
Mulher, de luta, de filhos mãe...
Mulher,
Mulher...
minha história...Minha Pintinha,
Richard Goulart

Minha menina,



Já tive mais cabelos, mais tempo... mais tempo! As crianças estão crescendo, já falam em namoro...
Sinto falta, Falta das fraldas que troquei, dos talquinhos que passei, das vezes que na escola levei...
Sinto remorso das palmadas que dei, das vezes que briguei, do tempo que longe passei...
Sinto-me envelhecer...
Envelhecer...
Princesa, pequena, menina...Brinca, pula, roda, curte!
Pequena, menina, brinca... Quero te ver pular!
Menina, brinca, pula...Quero te ver rodar!
Brinca, pula, roda...Quero te ver curtir!
Pula, roda, curte...Quero te ver princesa!
Não cresce, quero te ver menina!
Richard Goulart
Obs. (Naninha, é uma das mulheres de minha vida. Sobrinha, afilhada, amor da minha vida.)
Obs 2. (Tirem o Olho!!! Dou porrada)

Relação


No inicio você é capaz de jurar, que encontrou sua alma gemêa, e que não há nada no mundo que possa separa-los. Tudo conspira a favor do amor, até as brigas são divinas, erros são mágicos, duvidas são presentes e os presentes são constantes... Juras, musicas, frases, poemas, baladas, beijos...beijos.
Mas o covarde senhor chamado tempo. Nos leva as horas, esquecemos então os bilhetes, musicas, frases, poemas e só nos restam as juras.
Que tudo vai mudar, que as musicas irão tocar, o tempo vai parar, as baladas irão rolar e o amor não perecerá. O tempo nada caridoso, nos faz então esquecer as juras; perecemos. E tudo passa, o tempo, o amor, o rancor e a dor.
Obs. Para quem ainda não amou, ame! Todos os dias, intensamente, todos os dias, todos os dias...

Richard Goulart

Sonhos...


Não tenho a pretensão de tomar de assalto teu coração, tão pouco lhe furtar um beijo. Sonho com abraços que sei que nunca terei, sonho com palavras que nunca ouvirei... Não te peço amor, carinho, palavras doces, beijinhos, cinema com pipocas, passeios a beira mar... não te peço em casamento (já sei a resposta), não te peço em namoro (a resposta é a mesma), não uso ilusão, palavras em vão. Uso sonhos,
Sonhos...
Não peço que me queira perto, não peço que me queira amigo, não peço, não pedirei...
Tudo que peço, é que me permita sonhar... distante, ao longe. Sem chegar, sem tocar... Sonhar e nada mais que sonhar...


Richard Goulart

Ao Som de Um piano...


Nas notas do coração, vejo a música descompassada, tons, acordes, o som no peito dó...lorido o som, tua presença ré... Na musicalidade, na vida...
Pretas e brancas notas, brancos e negros tons.
Um sorriso, um olhar, uma doce palavra ao som de um piano.
Dizendo: Colo...
Dizendo: Adeus...
Um sorriso, um beijo que não foi trocado, um abraço que nunca...


Richard Goulart

Dúvida ?


Noite fria...
Hora penso em ti, hora penso em nós.
No passar do tempo, o que restará deste sentimento, que chamamos amor?
Que sabor terão os beijos?
Chocolate?
Amora?
Fel ?
Que palavras usaremos?
Te amo?
Te odeio?
Noite fria como cela!
Áspera, Como Não!
Hora quero te ver, hora quero fugir...
O que restará do nosso amor?
Será que ainda serei seu namorado?
Será que lhe falei do meu amor?
As horas passam lentas, eu aqui sentado em um ponto de ônibus qualquer, esperando algo que me leve para qualquer lugar... foleando idéias, foleando a vida, uma forma de dizer o quanto amo, o quanto quero, o quanto espero...
Noite Fria,



Richard Goulart